terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Into the new world!



Essa virada de ano foi para mim a mais diferente de todas. E não foi pelo fato de não ter passado ao lado da família e sim com amigos, e muito menos porque foi a primeira mudança de década do ano dois mil... (há, e quem liga), foi diferente porque eu entrei num escuro enorme.
Durante minha vida toda (considerando depois do ano 2000, que é quando eu acho que comecei a raciocinar) eu sempre tive (por mais borrada que fosse), uma projeção de como seria o meu próximo ano nos reveillons. Eu tinha a certeza de que passaria uma boa parte do ano numa escola, e sabia quais as pessoas encontraria diariamente, aonde estaria morando e coisas simples de uma rotina que seguiria durante o ano (na mudança de ensino fundamental para colegial eram menos certezas, mas ainda assim tinha mais que tenho agora).
Não sei se passei no vestibular ou não, se estudarei, aonde estudarei, aonde eu morarei, com quem morarei, que rotinas esperar... O mais legal de ter entrado nesse escuro foi que entrei junto com pessoas que estavam nessa mesma situação, confortante e ao mesmo tempo não.
Tenho a sensação de que será uma época de muitas escolhas, e onde será exigido de mim cada vez mais que eu me comporte como um adulto afinal é isso que estou me tornando.
Agora atualmente não sei onde moro, passei o colegial morando com meus avós em São José dos Campos e isso acabou, e em Araraquara, para onde minha família de casa se mudou, eu não considero como "minha" casa.
Estou em Belo Horizonte na casa de uma amiga de anos da minha família tentando esquecer um pouco das coisas, já fiz a segunda etapa da UFMG e a vida de vestibulando já terminou por esse ano para mim, agora é só aguardar resultado para saber aonde me esperam.
O melhor agora é se juntar com quem a gente gosta e sair para dar risada. Espera só eu voltar para "casa" (?).

Um beijo especial para aqueles que pediram para eu voltar a postar!
Amo vocês! (♥)

sábado, 31 de outubro de 2009

Bonitinho mas vazio


Já era para estar fazendo um ano de blog em atividade.
Me lembro exatamente da época que senti necessidade de expor o que eu estava pensando e resovi enfim realizar esse projeto. O "Alma do Dragão" seria algo como uma junção de crônicas e textos que fizessem sentido para mim, e também somente à quem me conhecesse.
Mas o tempo passou.
Foram 2 postagens em uma semana... 1 na outra... 1 no outro mês...
Até que parei e reiniciei várias vezes.
Tentei seguir um estilo diferente, comentando notícias e novidades, mas não tive tempo e parei novamente.
No curso que faço para as provas específicas dos vestibulares de Design, já aprendi que às vezes as idéias iniciais por serem mas esmeradas acabam sendo as melhores, inexecutáveis as vezes, porém as melhores.
Agora estou aqui fazendo papel de menino chorão tentando recuperar a minha idéia inicial, me deprimiu ver esse template que fiz e refiz várias vezes para colocar algúm conteúdo que simplismente não está aqui, e isso para mim é reflexo da minha e somente minha, pura desorganização, característica que levo comigo desde que me conheço por gente. Só que foi mais do que isso, essa página está para mim explícitamente como eu me vejo e como foi o decorrer do meu ano. Me preocupei tanto com a aparência, tanto com o que não importa, que agora estou assim, "bonitinho" e vazio, sem conteúdo.
O que me irrita é a certeza de que tenho capacidade, eu posso fazer muitas coisas melhor que os outros, e ter algo concreto no fim mas eu não faço.
Por isso eu peço: "Não tenham dó de mim, se forem ter alguma coisa, que seja raiva! E me bata".
A porrada final foi que eu enrolei para entregar todos os trabalhos de "Questões Filosóficas", sempre entregando valendo menos e atrasado, por medo e preguiça de fazer. Na última etapa fiz na data e direitinho, resultado: tirei a nota máxima (não posso dizer que foi sozinho pois era pressionado por minhas amigas e sinto que o professo me ameaçou quando perguntou se eu iria fazer o trabalho e levantou a palma da mão no ar, mas ninguém sentou do meu lado e ditou o texto para mim, eu corri atrás do livro/filme gostei e escrevi o texto - terminei às 4:00 am do dia de entrega, mas isso não vem ao caso).
Encerrando esse primeiro texto quero deixar claro que isso não é porque penso que escrevo maravilhosamente bem, não, é simplismente porque consigo escrever, gosto do que penso e as aulas de literatura me inspiram completamente.
Vou terminar usando a frase de Fernando Pessoa, clichê dos discursos para oradores do meu 3º ano:
"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".
A minha não é pequena, é bem espaçosa até, só não consegue ser domada.